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É com imensa satisfação, mas ao mesmo tempo com enorme senso de responsabilidade, que assumo a Presidência deste Conselho Regional.
A missão a que me propus dias atrás quando esbocei meus propósitos, é desafiadora. Não porque seja trabalhosa, difícil mesmo. Sei que já possuo alguma experiência porque desde 2003 me dedico à missão de fazer da profissão de Administrador no Piauí, uma profissão respeitada e por isso mesmo desejada.
No Piauí hoje somos 2.000 profissionais, formados em 27 cursos. Envaidece-me saber que o curso de Administração é o que tem maior procura. Eis porque minha missão é desafiadora. Melhorar o que está indo bem, dinamizar o que está em dinâmica crescente, mobilizar os profissionais e alunos que são naturalmente mobilizados, entusiasmar uma categoria ávida por superar obstáculos. Tudo isso é deveras desafiador.
Não se constitui surpresa reconhecer que outras Diretorias trabalharam bem. Devo reconhecer e mais ainda, aplaudir. Sempre procurei contribuir para que este Conselho estivesse ao lado da categoria, apoiando os companheiros de Direção.
Nessa perspectiva, penso ser lícito almejar de todos, os que compõem comigo esta Diretoria e os que por aqui passaram, solicitar apoio, incentivo e mesmo a crítica – sempre com vistas a colocar o Conselho a serviço das boas causas da sociedade.
Assumo esta Presidência como sendo a primeira mulher nesta função. Para mim, este destaque não tem maior importância. É como se pelo fato de eu ser mulher, ter que mostrar mais competência. Ora, competência não é uma característica inata do gênero masculino. Não é preciso a mulher se esforçar muito para alcançar esse patamar. Competência é atributo de todos aqueles, homens e mulheres, que se dedicam e se entregam a uma causa, com ardor e entusiasmo. Onde as dificuldades que aparecem são para serem superadas, resolvidas e não lamentadas.
Com efeito, tenho uma proposta que quero apresentar-lhes aqui e agora, como sendo algo diferente, contemporâneo, atual. Quero reforçar uma nova forma de atuação do Conselho. Até então, os Conselhos, quaisquer que sejam as categorias, tinham um entendimento limitado de prática ética. Esta, significava a defesa intransigente do associado, qualquer que fosse a litigância. O Conselho sempre sairia em defesa do seu associado. A preocupação era não ferir suscetibilidades de outro associado, esquecendo completamente o cidadão vitimado pelo erro.
Na contemporaneidade, esta é uma fase superada. O compromisso maior é com a sociedade. Na minha gestão, quero realizar eventos, congressos, seminários, cursos que coloquem o Administrador e o estudante de Administração em contacto com o mundo para além do corporativo. Quero lutar para que o Administrador tenha uma percepção ampliada do seu papel na sociedade. Que atue eticamente no interior de sua organização, pública ou privada, mas que não perca de vista as causas em jogo da sociedade. A empresa onde este profissional atua não se salvará sozinha. O que está em jogo é o planeta e neste, a sociedade humana. Nesse particular refiro-me ao papel que o Conselho terá cada vez mais de se empenhar pelas causas maiores do Piauí onde quer que tenha cursos de Administração. Quero trabalhar para combater uma certa visão tacanha, canhestra, maniqueísta. Quero trabalhar para que o Conselho não separe empresa da sociedade. Quero trabalhar para que o Administrador seja para além de um tecnocrata aplicado. Quero trabalhar para que o Administrador tenha uma visão cosmopolita comprometido com todas as grandes causas da humanidade. Quero trabalhar para que este Conselho contribua para o nosso associado sempre procurar a inovação para se renovar e assim se reinventar.
Assim, termino esta saudação na certeza de que esta convocação alcançará os ouvidos de todos. Convicta de que todos que queremos um Administrador melhor, nos engajemos nessa causa que não é só minha, nem desta Diretoria, se não de todos. |